
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se depender dele, o MDB não voltará a comandar a Prefeitura da Capital. A declaração foi dada nesta segunda-feira (2), após a vice-prefeita coronel Vânia Rosa deixar o Partido Novo e se filiar à sigla emedebista.
Vânia é a primeira na linha sucessória do município, o que poderia significar o retorno do MDB ao Palácio Alencastro em caso de afastamento do prefeito — cenário que Abilio descartou.
“Eu não vou comentar sobre a decisão dela. Sei que muita gente quer, mas não vou comentar. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou.
Antes da mudança partidária da vice-prefeita, Abilio havia declarado que pretendia se licenciar do cargo durante o período eleitoral para apoiar a vereadora e primeira-dama Samantha Iris (PL) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, o prefeito afirmou que a possibilidade segue em avaliação.
“Está no meu planejamento, mas vou avaliar as circunstâncias. Pode ser que, na hora, o melhor caminho seja continuar na Prefeitura cumprindo a função do cargo”, explicou.
Críticas ao MDB
Apesar de evitar polemizar diretamente a decisão de Vânia, Abilio adotou um tom mais duro ao comentar declarações do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), que afirmou que o prefeito precisaria respeitar a esquerda diante da aproximação da vice com o partido.
“O MDB, para mim, é um péssimo partido. Não me representa, não representa o Brasil. É base do Lula. É um partido que eu desgosto”, declarou.
O prefeito também associou o MDB à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que governou Cuiabá por dois mandatos quando era filiado à sigla e foi alvo de diversas operações policiais por suspeitas de corrupção.
“É o partido do Emanuel Pinheiro aqui em Cuiabá. O filho dele é deputado federal pelo MDB. Eu não concordo com esse partido”, concluiu Abilio.