Paula Calil pode assumir Prefeitura de Cuiabá durante eventual licença de Abilio

Articulações nos bastidores do Palácio Alencastro indicam que a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), pode assumir interinamente o comando da Prefeitura durante o período eleitoral. A possibilidade surge diante da sinalização de que o prefeito Abilio Brunini (PL) deve se licenciar do cargo por até 20 dias para acompanhar a campanha da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL). Como a vice-prefeita coronel Vânia Rosa (Novo) também é cotada para disputar as eleições deste ano, a linha sucessória poderia levar a chefia do Executivo municipal à presidência do Legislativo. Embora Abilio tenha negado publicamente essa hipótese, afirmando confiar plenamente na vice-prefeita para conduzir a administração em sua ausência, os rumores sobre uma eventual candidatura de Vânia Rosa seguem nos bastidores. Caso ela confirme participação no pleito, ficaria impedida de assumir a Prefeitura no período que antecede a votação. Nesse cenário, Paula Calil passaria a ocupar o cargo de prefeita interina de Cuiabá, conforme prevê a legislação. Até o momento, a presidente da Câmara não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade.

GOVERNO LULA: Contas públicas fecham 2025 com ROMBO de R$ 55 bilhões

As contas públicas brasileiras encerraram 2025 com um déficit de R$ 55 bilhões, resultado do descompasso entre gastos e arrecadação ao longo do ano. O governo central gastou mais do que arrecadou, registrando rombo de R$ 58 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 5,9 bilhões. Apenas estados e municípios fecharam o ano no azul. O desempenho das estatais federais foi o segundo pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. Economistas apontam que o resultado foi fortemente influenciado pela crise financeira dos Correios, que acumularam prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro. O balanço final da estatal ainda não foi divulgado. Como parte do plano de reestruturação, os Correios vão reabrir, na próxima semana, as inscrições para um plano de desligamento voluntário, que prevê a saída de até 15 mil funcionários até 2027. No fim de 2025, a empresa também contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para recompor o caixa e renegociar dívidas. A sequência de déficits tem impulsionado a dívida pública, que em 2025 chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 10 trilhões. Em 2008, início da atual metodologia do Banco Central, a dívida representava 56% do PIB. Projeções oficiais indicam que o índice pode alcançar 88,6% do PIB até 2032. Apesar da adoção do arcabouço fiscal, em vigor desde 2024, economistas avaliam que a regra não tem sido suficiente para conter o avanço da dívida. Especialistas defendem a necessidade de uma reforma estrutural, com medidas efetivas de corte de gastos, e alertam que o foco excessivo no aumento de impostos pode comprometer o crescimento econômico no longo prazo.

Galvan critica valores de pedágio na BR-364 e diz que cobrança é “castigo”

O pré-candidato ao Senado e ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (Democracia Cristã), criticou os valores cobrados nos pedágios da BR-364, em Mato Grosso e Rondônia. Em vídeo publicado nas redes sociais, Galvan classificou a tarifa como abusiva e afirmou que a cobrança penaliza especialmente os produtores rurais. Segundo ele, já há manifestações em andamento no estado de Rondônia contra os valores praticados. “Hoje eu sei que já começou o manifesto lá no estado de Rondônia, se não me engano na cidade de Cajubim, e é importante que todo produtor se una em favor disso”, afirmou. Galvan destacou que o custo ultrapassa R$ 20 por eixo ou por veículo, o que considera inviável. “Estão falando em mais de R$ 20, R$ 21. É impossível pagar um pedágio desse. Isso não é pedágio, é castigo”, criticou. O ex-presidente da Aprosoja também defendeu mobilização do setor produtivo para pressionar por revisão dos valores cobrados na rodovia.

Abilio diz que MDB não assumirá Prefeitura de Cuiabá enquanto ele estiver no comando

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se depender dele, o MDB não voltará a comandar a Prefeitura da Capital. A declaração foi dada nesta segunda-feira (2), após a vice-prefeita coronel Vânia Rosa deixar o Partido Novo e se filiar à sigla emedebista. Vânia é a primeira na linha sucessória do município, o que poderia significar o retorno do MDB ao Palácio Alencastro em caso de afastamento do prefeito — cenário que Abilio descartou. “Eu não vou comentar sobre a decisão dela. Sei que muita gente quer, mas não vou comentar. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou. Antes da mudança partidária da vice-prefeita, Abilio havia declarado que pretendia se licenciar do cargo durante o período eleitoral para apoiar a vereadora e primeira-dama Samantha Iris (PL) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, o prefeito afirmou que a possibilidade segue em avaliação. “Está no meu planejamento, mas vou avaliar as circunstâncias. Pode ser que, na hora, o melhor caminho seja continuar na Prefeitura cumprindo a função do cargo”, explicou. Críticas ao MDB Apesar de evitar polemizar diretamente a decisão de Vânia, Abilio adotou um tom mais duro ao comentar declarações do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), que afirmou que o prefeito precisaria respeitar a esquerda diante da aproximação da vice com o partido. “O MDB, para mim, é um péssimo partido. Não me representa, não representa o Brasil. É base do Lula. É um partido que eu desgosto”, declarou. O prefeito também associou o MDB à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que governou Cuiabá por dois mandatos quando era filiado à sigla e foi alvo de diversas operações policiais por suspeitas de corrupção. “É o partido do Emanuel Pinheiro aqui em Cuiabá. O filho dele é deputado federal pelo MDB. Eu não concordo com esse partido”, concluiu Abilio.

Vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, se filia ao MDB e pode disputar vaga na Assembleia Legislativa

A vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, oficializou nesta segunda-feira (2) sua filiação ao MDB, em ato realizado na sede do diretório estadual da legenda em Mato Grosso, sinalizando possível candidatura a deputada estadual nas eleições de 2026. O ingresso de Vânia na sigla foi formalizado com a assinatura da ficha de filiação, assinada pela presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, e por deputados estaduais, entre eles Dr. João, Silvano Amaral, Thiago Silva e Juca do Guaraná, que participaram da recepção à nova integrante. O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, acompanhou o ato de forma virtual e deu as boas-vindas à vice-prefeita, destacando o peso político da filiação para a sigla no estado. Janaina Riva afirmou que a chegada de Vânia fortalece o partido, especialmente na luta contra todas as formas de violência contra a mulher, e destacou que ela terá espaço e liberdade para desenvolver sua carreira política dentro do MDB. “É com alegria que o MDB de Mato Grosso dá as boas-vindas à nossa vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, uma mulher de força e determinação”, disse a deputada, segundo assessoria. Vânia agradeceu a acolhida e afirmou que chega para somar ao partido. “Essa receptividade acalenta o meu coração neste momento. Estar em um espaço onde há maturidade para acolher mulheres é impagável. Espero, de verdade, colher bons frutos nesta nova jornada”, declarou. Contexto político e desdobramentos A filiação marca a saída de Vânia Rosa do Partido Novo, legenda pela qual foi eleita vice-prefeita de Cuiabá. O Novo divulgou nota afirmando que a vice deixou a sigla sem comunicação prévia, classificando a maneira como anunciou sua saída como uma “quebra de confiança e de respeito institucional”. O movimento também expõe um distanciamento político entre Vânia e o prefeito Abílio Brunini (PL). Em reação à migração da vice para o MDB — sigla que o prefeito já declarou publicamente ser contrária a alianças no plano local — Abílio afirmou que, “no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura”, ressaltando que mantém boa relação pessoal com Vânia, mas criticando a legenda. Conforme reportagem, Vânia Rosa vinha enfrentado momentos de desgaste com o grupo político do prefeito nos últimos meses, incluindo restrições a seu gabinete e atuação institucional, o que também teria motivado sua busca por nova sigla. Projeto político e eleições 2026 A vice-prefeita deve manter planos de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com total liberdade partidária garantida pelo MDB, segundo lideranças da sigla. Além disso, a movimentação politica pode influenciar a configuração do poder Executivo municipal caso Vânia precise se afastar para concorrer ou caso o prefeito também se licencie para coordenar campanhas de aliados.

Júlio Campos articula emendas para ajudar Cuiabá a comprar a Santa Casa

Durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (2), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a defender a Santa Casa de Misericórdia de Mato Grosso e pressionou os parlamentares a destinarem parte das emendas da saúde para ajudar a Prefeitura de Cuiabá a cobrir o último lance de R$ 40 milhões necessário para adquirir o hospital e evitar sua privatização. A unidade está em processo de alienação judicial devido a dívidas trabalhistas. Segundo Campos, cada deputado dispõe de R$ 13 milhões em emendas para a saúde e poderia destinar 10% desse valor, cerca de R$ 1,3 milhão. Com a adesão de ao menos dez parlamentares, principalmente da Baixada Cuiabana, seria possível arrecadar entre R$ 10 milhões e R$ 13 milhões. “Vamos coletar assinaturas. Mesmo que muitos deputados do interior não participem, nós da Baixada Cuiabana conseguimos ao menos dez assinaturas para ajudar o município a completar o valor e permitir que o prefeito Abílio adquira a Santa Casa e mantenha o hospital de portas abertas”, afirmou Júlio Campos. Na sexta-feira (30), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou a intenção de apresentar um lance de R$ 30 milhões pela unidade. Avaliado em cerca de R$ 78 milhões, o prédio recebeu proposta de R$ 40 milhões do Instituto Evangelístico São Marcos, com pagamento parcelado. O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o Estado ainda não definiu o futuro da Santa Casa e destacou que parte dos atendimentos foi transferida para o Hospital Central. “Essa questão não está decidida. Grande parte dos atendimentos foi migrada para o Hospital Central. Estamos finalizando análises técnicas para tomar uma decisão”, disse. Campos reforçou que a Santa Casa é essencial por funcionar como hospital de portas abertas, diferente do Hospital Central, que atende apenas por regulação do SUS. “Na Santa Casa, qualquer paciente é atendido, 24 horas por dia. Do caso mais simples ao mais grave. Por isso, essa é a nossa bandeira”, concluiu.

Homem é preso após roubo a mulher em posto de saúde de Várzea Grande

Um homem de 18 anos foi preso pela Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG) na tarde desta segunda-feira (2), após roubar uma mulher de 37 anos no Centro de Especialidades Médicas, conhecido como “Postão”, na região central do município. Segundo a GMVG, as equipes faziam patrulhamento quando foram acionadas para atender uma ocorrência de roubo em andamento na unidade de saúde. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o suspeito já contido por populares. Com ele, foram apreendidos um celular, documentos pessoais, cartões bancários e R$ 1.004 em dinheiro. Durante a abordagem, o suspeito confessou o crime, afirmou ter usado força contra a vítima e disse que descartou a bolsa no banheiro do posto. O objeto foi localizado e recuperado. A vítima sofreu diversas escoriações, incluindo ferimentos nas pernas e uma unha arrancada. Ela relatou ter sido agredida durante o roubo, presenciado pelo filho, uma criança que a acompanhava no momento da ação. Ambos permaneceram na unidade para atendimento médico. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.