
Durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (2), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a defender a Santa Casa de Misericórdia de Mato Grosso e pressionou os parlamentares a destinarem parte das emendas da saúde para ajudar a Prefeitura de Cuiabá a cobrir o último lance de R$ 40 milhões necessário para adquirir o hospital e evitar sua privatização.
A unidade está em processo de alienação judicial devido a dívidas trabalhistas. Segundo Campos, cada deputado dispõe de R$ 13 milhões em emendas para a saúde e poderia destinar 10% desse valor, cerca de R$ 1,3 milhão. Com a adesão de ao menos dez parlamentares, principalmente da Baixada Cuiabana, seria possível arrecadar entre R$ 10 milhões e R$ 13 milhões.
“Vamos coletar assinaturas. Mesmo que muitos deputados do interior não participem, nós da Baixada Cuiabana conseguimos ao menos dez assinaturas para ajudar o município a completar o valor e permitir que o prefeito Abílio adquira a Santa Casa e mantenha o hospital de portas abertas”, afirmou Júlio Campos.
Na sexta-feira (30), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou a intenção de apresentar um lance de R$ 30 milhões pela unidade. Avaliado em cerca de R$ 78 milhões, o prédio recebeu proposta de R$ 40 milhões do Instituto Evangelístico São Marcos, com pagamento parcelado.
O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o Estado ainda não definiu o futuro da Santa Casa e destacou que parte dos atendimentos foi transferida para o Hospital Central.
“Essa questão não está decidida. Grande parte dos atendimentos foi migrada para o Hospital Central. Estamos finalizando análises técnicas para tomar uma decisão”, disse.
Campos reforçou que a Santa Casa é essencial por funcionar como hospital de portas abertas, diferente do Hospital Central, que atende apenas por regulação do SUS.
“Na Santa Casa, qualquer paciente é atendido, 24 horas por dia. Do caso mais simples ao mais grave. Por isso, essa é a nossa bandeira”, concluiu.