Mitigação de riscos fiscais precisa ser prioridade nas empresas de Mato Grosso

O crescimento econômico de Mato Grosso é evidente, diferentemente da maioria dos Estados da Federação, quem atua no dia a dia das empresas percebe isso de perto. O estado vem avançando na abertura de novos negócios, no fortalecimento da indústria e no aumento da arrecadação. Mas, junto com esse cenário positivo, eu vejo um ponto que ainda é pouco tratado com a seriedade necessária: a gestão de riscos fiscais.

Hoje, Mato Grosso já ultrapassa 476 mil empresas ativas, de acordo com a Receita Federal do Brasil. Esse número mostra a força do nosso ambiente de negócios, mas também aumenta a responsabilidade dos empresários em manter suas empresas organizadas, principalmente na área tributária.

Na prática, o que eu tenho observado ao longo dos anos é que muitos negócios ainda tratam a parte fiscal apenas como obrigação. Cumpre-se o básico e segue-se a rotina. O problema é que o ambiente mudou. A fiscalização está cada vez mais tecnológica, mais rápida e mais precisa. Hoje, os órgãos públicos cruzam dados em tempo real, e qualquer inconsistência, por menor que seja, aparece.

E é importante deixar claro que o risco fiscal não começa, na maioria das vezes, com grandes erros. Ele nasce de falhas simples, do dia a dia. Um lançamento errado, uma interpretação equivocada da legislação, a falta de revisão dos processos. São pequenos pontos que, quando acumulados, viram um problema grande.

Enxergarmos ainda empresários que menospreza a realidade atual que estamos vivendo, mundo da autodeclaração, tudo muito mais fácil aos poderes de fiscalização. Eu costumo dizer que o problema fiscal não chega de repente. Ele vai se construindo de forma silenciosa dentro da empresa, até o momento em que se torna difícil de resolver.
 
Em Mato Grosso, essa realidade é ainda mais sensível. Temos setores fortes, como o agronegócio, o comércio e a indústria, que trabalham com grande volume de operações e regras tributárias complexas. Isso exige atenção constante.

Por isso, eu defendo que a mitigação de riscos fiscais precisa ser tratada como prioridade estratégica dentro das empresas. Não é mais uma escolha, é uma necessidade. Empresas que se organizam, revisam seus processos e acompanham de perto sua área fiscal conseguem reduzir riscos, evitar autuações e ter mais previsibilidade, pois pequenas falhas, podem levar a penalidades a centenas de reais, fato que empresa nenhuma quer.

Outro ponto que mudou muito ao longo do tempo foi o papel da contabilidade. Hoje, não faz mais sentido uma contabilidade apenas operacional. O fisco tem acesso a contabilidade das empresa, Eu entendo que o contador precisa atuar como parceiro do empresário, ajudando a interpretar a situação da empresa, antecipar problemas e apoiar na tomada de decisão.

Quando a gestão fiscal é levada a sério, a empresa cresce com mais segurança, um negócio torna-se mais sólido. Quando é negligenciada, os riscos aumentam, e as conseqüências podem ser pesadas, tanto financeiramente quanto juridicamente.

Em um estado que cresce no ritmo de Mato Grosso, não basta apenas acompanhar o mercado. É preciso estar preparado para ele. E, na minha visão, a mitigação de riscos fiscais deixou de ser apenas uma medida de proteção e passou a ser um diferencial competitivo para quem quer crescer de forma sustentável.
 
Ironei Santana é contador há mais de 30 anos, com atuação junto a médias e grandes empresas. Especialista em regularidade fiscal e mitigação de riscos, desenvolve projetos voltados à segurança tributária e sustentabilidade empresarial.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Rede Centro Oeste. 

VEJA MAIS

Mitigação de riscos fiscais precisa ser prioridade nas empresas de Mato Grosso

Justiça de MT derruba autuações da Sefaz que superam R$ 20 milhões

Câmara aprova requerimento de Dilemário para realizar audiência pública para discutir retomada das obras do Contorno Leste

Corpo de Bombeiros resgata duas vítimas presas às ferragens após acidente entre carretas

Bombeiros socorrem criança com anzol preso na região da pálpebra

Corpo de Bombeiros socorre vítima após caminhão cair em córrego

Polícia Civil prende dupla suspeita de cometer estelionato em Várzea Grande

Wanderley Cerqueira é reeleito presidente da Câmara de Várzea Grande após disputa acirrada.

Câmara aprova requerimento de Dilemário para realizar audiência pública para discutir retomada das obras do Contorno Leste

Racha na direita: vereador de Cuiabá reage a crítica de Zema e fala em “guerra”

Compartilhe este Conteúdo

Facebook
WhatsApp
Telegram

Mais Lidas

c685a75f-5363-4093-b834-4dcad7774b5c
Leia Mais
72736e730a3df8eb9c34f7d174d19523-reportermt-com
Leia Mais
dd82f5af-11ff-4f97-a9eb-b74e3a3a3f6d
Leia Mais
tangaradaserra
Leia Mais
lucasdorio verde
Leia Mais
WhatsApp Image 2026-05-19 at 10.26
Leia Mais
9A3A8949
Leia Mais
1002052436
Leia Mais
1002049057
Leia Mais
1002048992
Leia Mais