Vereador critica governador após suspeito de estuprar e matar a própria irmã, mesmo com histórico criminal, estar em liberdade em Cuiabá.

O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) voltou a criticar duramente o governador Mauro Mendes após o crime que chocou a capital mato-grossense nesta semana, envolvendo o assassinato de uma adolescente de 17 anos no bairro Três Barras.
O caso ganhou grande repercussão depois que a jovem Estefane Pereira Soares, de 17 anos, foi encontrada morta dentro do córrego Vassoura. O principal suspeito é o próprio irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, que foi preso pela Polícia Militar após o crime. De acordo com as investigações, o corpo da adolescente estava parcialmente submerso no córrego, com sinais de violência e possível abuso sexual. A Polícia Civil também apura estupro e ocultação de cadáver no caso.
O histórico criminal do suspeito chamou ainda mais atenção das autoridades e da opinião pública. Marcos possui diversas passagens policiais, incluindo homicídio, roubo, tráfico de drogas e estupro de vulnerável, além de já ter sido condenado por um assassinato ocorrido em 2020.
Outro ponto que revoltou moradores e políticos é que o suspeito havia sido colocado em liberdade poucos dias antes do crime, possivelmente após um erro no sistema judicial relacionado ao cadastro de mandados de prisão. Diante da repercussão do caso, o vereador Rafael Ranalli afirmou que o episódio expõe a fragilidade do sistema de segurança e voltou a direcionar críticas ao governador Mauro Mendes.
Segundo o parlamentar, o Estado precisa dar mais respaldo às forças de segurança e agir com mais rigor contra a criminalidade.
“O governador Mauro Mendes não gosta de polícia. Hoje a população está refém do crime organizado”, declarou Ranalli ao comentar o caso.
Para o vereador, crimes como esse demonstram que criminosos reincidentes continuam circulando livremente, colocando a população em risco.
“O sujeito tem uma ficha criminal enorme, com homicídio, estupro e outros crimes, e mesmo assim estava solto. Quem paga o preço é a sociedade”, criticou. O crime segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura todas as circunstâncias do assassinato da adolescente.