Câmara aprova moção de repúdio contra indicação de Messias ao STF

Com 11 votos favoráveis, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, na sessão desta quinta-feira (23), duas moções de repúdio contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. As propostas foram apresentadas pelos vereadores Rafael Ranalli (PL) e Dilemário Alencar (União Brasil), levando ao plenário a discussão sobre a escolha para a mais alta Corte do país. As manifestações fazem oposição direta à nomeação, sob o argumento de que a trajetória do indicado estaria fortemente vinculada a governos petistas, o que, segundo os parlamentares, levanta dúvidas sobre a independência necessária para o exercício do cargo. Na justificativa, Ranalli destaca que a indicação gera “profunda preocupação” e menciona o episódio conhecido nacionalmente como “Bessias”, ocorrido em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. À época, o nome de Messias apareceu em diálogos relacionados ao envio de um termo de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às investigações da Operação Lava Jato, fato que teve grande repercussão pública. As moções também apontam críticas à atuação do indicado à frente da Advocacia-Geral da União, citando questionamentos sobre a condução de pautas jurídicas e suposta omissão em casos sensíveis, como descontos indevidos em benefícios do INSS. Outro ponto levantado nos documentos é o perfil considerado político do indicado, com a alegação de que não haveria demonstração suficiente de independência e solidez técnica exigidas para um ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao final, Ranalli sustenta que o STF deve ser composto por nomes com reputação ilibada, equilíbrio institucional e compromisso absoluto com a Constituição Federal, posição reforçada com a aprovação das moções em plenário.

Chuvas deixam 23 mortos em MG; há desaparecidos em Ubá e Juiz de Fora

Cidades da Zona da Mata foram devastadas por temporais; ações das autoridades estão sendo realizadas para buscas e suporte de vítimas As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 23 pessoas mortas. Em Juiz de Fora, no interior mineiro, as autoridades constataram 16 mortes em ocorrências ocasionadas pelos temporais. Em Ubá, cidade localizada nas proximidades, sete pessoas morreram. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). De acordo com a corporação, ambas as cidades registram desaparecidos e desabrigados após a situação de calamidade. Mortes e estado de calamidade pública O município de Ubá, na Zona da Mata mineira, registra um cenário de destruição após as fortes chuvas que atingiram a região entre esta segunda (23) e terça-feira (24). Os temporais provocaram a morte de sete pessoas, além de acionamentos emergenciais de desabamentos, enxurradas e enchentes. Em nota, a Defesa Civil de Ubá informou que a cidade chegou ao acumulado de 170 mm em apenas três horas, gerando a maior inundação dos últimos anos. Após atingir 7,82 metros, o Rio Ubá transbordou e causou alagamentos e inundações em extensas áreas urbanas. Um plano de contingência foi instaurado, e uma sala de crise está em atuação na sede da Guarda Civil Municipal de Minas Gerais. Elaborado e assinado pelo Prefeito José Damato Neto, o Decreto de Calamidade Pública entrou em vigor em Ubá nesta terça-feira (24), visando acelerar medidas emergenciais, fortalecer a coordenação interinstitucional e viabilizar solicitações de apoio em níveis estadual e federal. Segundo a prefeitura da cidade, um ponto de coleta e atendimento foi instalado na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para fornecer suporte às famílias desabrigadas. Já em Juiz de Fora, no interior mineiro, foi decretado estado de calamidade pública após ocorrências graves provocadas pelos temporais, que acabaram resultando na morte de 16 pessoas. As aulas das redes municipais de ensino foram suspensas visando a segurança da comunidade escolar. Segundo a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais), a corporação segue atuando na operação de buscas aos desaparecidos, além da contenção e suporte do cenário de devastação. A cidade registrou ainda 20 soterramentos, cerca de 440 desabrigados, além de diversos bairros terem ficado “ilhados”.

Caminhoneiro fica ferido após carreta tombar na BR-163 em Lucas do Rio Verde

Um caminhoneiro de 39 anos ficou ferido após a carreta que conduzia tombar na tarde deste domingo (22), no km 656 da BR-163, nas proximidades da Comunidade São Cristóvão, em Lucas do Rio Verde, a 354 km ao Norte de Cuiabá. O veículo transportava grãos e o motorista recebeu atendimento no local por equipes da concessionária responsável pelo trecho. Carga de soja se espalha às margens da rodovia após o acidenteConforme informações preliminares repassadas pela equipe operacional, o condutor perdeu o controle da direção e saiu da pista pelo lado direito da rodovia. Na sequência, o vagão traseiro da carreta tombou, provocando o derramamento parcial da carga de soja às margens da estrada. Resgate é acionado por motoristas que passavam pelo localPessoas que transitavam pela rodovia acionaram os serviços de resgate logo após o acidente. Para a remoção do compartimento de carga e a liberação da via, foi necessário o envio de um caminhão guincho até o trecho. Circunstâncias do tombamento ainda serão investigadasAs causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

Mudanças na CNH acendem alerta e confundem quem tenta tirar habilitação em Mato Grosso

Quem pretende tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso tem se deparado com um cenário de dúvidas, idas e vindas jurídicas e regras que mudam em meio ao processo. Alterações aprovadas em âmbito nacional reacenderam o debate sobre o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas e a redução de custos, mas a aplicação prática das mudanças ainda gera confusão entre candidatos. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com a proposta de simplificar o processo de habilitação, tornando-o mais acessível. Entre os principais pontos estão a possibilidade de flexibilizar as aulas teóricas e práticas, reduzir cargas horárias mínimas e permitir que o candidato tenha mais autonomia na preparação para as provas. No entanto, em Mato Grosso, as mudanças enfrentaram resistência e entraves judiciais. Decisões chegaram a suspender temporariamente a aplicação das novas normas no estado, mantendo o modelo tradicional com aulas obrigatórias em autoescolas. A situação só começou a se esclarecer após a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubar a liminar que barrava as alterações, restabelecendo a validade das regras nacionais também em território mato-grossense. Mesmo com a liberação, o processo ainda não ocorre de forma totalmente uniforme. O Detran-MT segue ajustando procedimentos internos, o que faz com que, na prática, muitos candidatos ainda precisem seguir etapas do modelo antigo, principalmente no que diz respeito à formação e agendamento de exames. O que não muda é a exigência das provas teórica e prática, que continuam obrigatórias para todos os candidatos. A diferença está na forma de preparação, que tende a se tornar mais flexível à medida que as novas regras forem plenamente implementadas. Enquanto isso, quem deseja iniciar o processo de habilitação em Mato Grosso deve ficar atento às orientações oficiais do Detran, já que o período de transição pode impactar prazos, custos e exigências. A promessa é de um sistema mais simples e acessível, mas, por enquanto, a principal sensação para o candidato é de que as mudanças ainda estão em fase de ajuste.

GOVERNO LULA: Contas públicas fecham 2025 com ROMBO de R$ 55 bilhões

As contas públicas brasileiras encerraram 2025 com um déficit de R$ 55 bilhões, resultado do descompasso entre gastos e arrecadação ao longo do ano. O governo central gastou mais do que arrecadou, registrando rombo de R$ 58 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 5,9 bilhões. Apenas estados e municípios fecharam o ano no azul. O desempenho das estatais federais foi o segundo pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. Economistas apontam que o resultado foi fortemente influenciado pela crise financeira dos Correios, que acumularam prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro. O balanço final da estatal ainda não foi divulgado. Como parte do plano de reestruturação, os Correios vão reabrir, na próxima semana, as inscrições para um plano de desligamento voluntário, que prevê a saída de até 15 mil funcionários até 2027. No fim de 2025, a empresa também contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para recompor o caixa e renegociar dívidas. A sequência de déficits tem impulsionado a dívida pública, que em 2025 chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 10 trilhões. Em 2008, início da atual metodologia do Banco Central, a dívida representava 56% do PIB. Projeções oficiais indicam que o índice pode alcançar 88,6% do PIB até 2032. Apesar da adoção do arcabouço fiscal, em vigor desde 2024, economistas avaliam que a regra não tem sido suficiente para conter o avanço da dívida. Especialistas defendem a necessidade de uma reforma estrutural, com medidas efetivas de corte de gastos, e alertam que o foco excessivo no aumento de impostos pode comprometer o crescimento econômico no longo prazo.