Baixinha Giraldelli: de liderança comunitária no Pedra 90 a protagonista de debates na Câmara de Cuiabá

A vereadora Marilda de Fátima Giraldelli, mais conhecida como Baixinha Giraldelli, tem sido uma figura cada vez mais atuante no cenário político de Cuiabá. Eleita em 2024 pelo Solidariedade (SOL) com cerca de 2.843 votos, ela representa uma voz forte em defesa das demandas sociais da capital, especialmente das regiões mais distantes do centro, como o bairro Pedra 90, seu principal reduto. Trajetória e raízes populares Antes de assumir uma cadeira na Câmara Municipal, Baixinha construiu sua história no setor de abastecimento de alimentos, atuando como vendedora de frutas e verduras em mercados populares e liderando ações sociais, como a criação do projeto Sopão Solidário durante a pandemia. A trajetória de vida comunitária influenciou diretamente sua postura parlamentar, focada na defesa dos cidadãos que vivem à margem das políticas públicas. Gabinete itinerante e atendimento à população Comprometida com a descentralização dos serviços públicos, a vereadora inaugurou um gabinete no bairro Pedra 90 com o objetivo de facilitar o acesso da população às demandas legislativas e administrativas. O espaço foi criado para receber moradores, ouvir reclamações e encaminhar pedidos diretamente aos órgãos responsáveis, fortalecendo a presença do Legislativo nas comunidades. Projetos, propostas e debates acalorados Ao longo do mandato, Baixinha tem apresentado projetos e participado de debates intensos na Câmara Municipal. Entre as propostas defendidas está a regulamentação da aplicação de multas no estacionamento rotativo, com a exigência de que apenas agentes de trânsito possam realizar autuações, buscando mais transparência e segurança jurídica. A vereadora também tem se posicionado em defesa da valorização da mulher no campo, ressaltando a importância de políticas públicas voltadas à autonomia financeira, acesso ao crédito e reconhecimento do papel feminino na produção rural. Em defesa de causas e também em conflitos internos O mandato de Baixinha Giraldelli também foi marcado por embates políticos. Em sessões plenárias, a vereadora já protagonizou discussões acaloradas, fez críticas diretas a colegas e denunciou práticas que, segundo ela, prejudicam a eficiência do trabalho legislativo. Alguns episódios ganharam repercussão na imprensa local e nas redes sociais, ampliando sua visibilidade política. Solidariedade social e engajamento comunitário Além da atuação legislativa, Baixinha mantém forte presença em ações sociais. Ela tem mobilizado campanhas de doação de agasalhos, alimentos e itens básicos para famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente durante períodos de frio ou dificuldades econômicas, reforçando seu vínculo com as comunidades mais carentes. Defesa da saúde pública Na área da saúde, a vereadora solicitou ao Governo do Estado a destinação de equipamentos hospitalares para reforçar unidades de saúde de Cuiabá, com atenção especial aos bairros periféricos. A cobrança por melhorias na infraestrutura dos postos de saúde é uma das pautas constantes de seu mandato. Olhar crítico e cobrança política Baixinha Giraldelli também se destaca pelo tom crítico em relação a outras esferas do poder público. Em discursos, tem cobrado deputados estaduais e federais para que não se lembrem de Cuiabá apenas em períodos eleitorais, defendendo investimentos contínuos em saúde, infraestrutura e políticas sociais. Em resumo, Baixinha Giraldelli constrói um mandato marcado pela proximidade com a população, pela defesa de pautas sociais e pela presença ativa nos debates da Câmara Municipal de Cuiabá, mesmo quando isso a coloca no centro de polêmicas políticas.

Abílio Brunini admite: “Se o mato toma conta de Cuiabá, a culpa é minha” e acende debate sobre limpeza urbana

Em uma rara declaração pública de mea culpa, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou recentemente que assume a responsabilidade pelos problemas estruturais que têm sido motivo de reclamação na cidade, incluindo o mato alto em canteiros, rotatórias e áreas públicas, assim como a falta de limpeza urbana e buracos nas vias. Brunini fez a declaração em entrevista à imprensa no início de fevereiro, ao responder críticas de moradores e vereadores sobre a manutenção da cidade. Em suas palavras, “se a cidade está na condição que não é das melhores hoje, a culpa é minha. Eu sou prefeito hoje”, disse o chefe do Executivo municipal. O prefeito voltou a reconhecer que, apesar dos esforços de sua equipe, a Prefeitura ainda não conseguiu restaurar a limpeza e conservação esperadas pela população em vários bairros da capital. Ele destacou que a gestão está buscando soluções, mas admitiu que os resultados ainda não apareceram de forma eficaz. A declaração marca um momento incomum na administração de Brunini, que anteriormente frequentemente apontou responsabilidades de gestões anteriores e de fatores externos, como críticas à população e à distribuição de recursos, como justificativas para dificuldades enfrentadas pela Prefeitura. A reação da população foi imediata nas redes sociais e nos principais grupos de discussão locais, com cuiabanos expressando insatisfação com o acúmulo de mato alto em passeios públicos, terrenos e áreas de convivência, além de relatos sobre limpeza urbana irregular em vários setores da cidade. Especialistas em administração pública ouvidos por veículos locais ponderam que a manutenção urbana é um dos principais serviços públicos que impactam diretamente a qualidade de vida do cidadão, e que atrasos ou falhas consistentes podem gerar forte desgaste político para qualquer gestão, especialmente em capitais como Cuiabá. (Análise contextual citações gerais de opinião em circulação na mídia local) A Prefeitura, por meio de sua assessoria, reforçou que reforços na equipe de limpeza urbana, capina e manutenção das vias estão sendo implementados, com a promessa de intensificar os serviços em um cronograma que contempla todos os setores afetados. Enquanto isso, a fala de Brunini deve impulsionar ainda mais o debate público sobre responsabilidade administrativa e prioridades de governo, em um ano decisivo para a política local.

Mudanças na CNH acendem alerta e confundem quem tenta tirar habilitação em Mato Grosso

Quem pretende tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso tem se deparado com um cenário de dúvidas, idas e vindas jurídicas e regras que mudam em meio ao processo. Alterações aprovadas em âmbito nacional reacenderam o debate sobre o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas e a redução de custos, mas a aplicação prática das mudanças ainda gera confusão entre candidatos. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com a proposta de simplificar o processo de habilitação, tornando-o mais acessível. Entre os principais pontos estão a possibilidade de flexibilizar as aulas teóricas e práticas, reduzir cargas horárias mínimas e permitir que o candidato tenha mais autonomia na preparação para as provas. No entanto, em Mato Grosso, as mudanças enfrentaram resistência e entraves judiciais. Decisões chegaram a suspender temporariamente a aplicação das novas normas no estado, mantendo o modelo tradicional com aulas obrigatórias em autoescolas. A situação só começou a se esclarecer após a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubar a liminar que barrava as alterações, restabelecendo a validade das regras nacionais também em território mato-grossense. Mesmo com a liberação, o processo ainda não ocorre de forma totalmente uniforme. O Detran-MT segue ajustando procedimentos internos, o que faz com que, na prática, muitos candidatos ainda precisem seguir etapas do modelo antigo, principalmente no que diz respeito à formação e agendamento de exames. O que não muda é a exigência das provas teórica e prática, que continuam obrigatórias para todos os candidatos. A diferença está na forma de preparação, que tende a se tornar mais flexível à medida que as novas regras forem plenamente implementadas. Enquanto isso, quem deseja iniciar o processo de habilitação em Mato Grosso deve ficar atento às orientações oficiais do Detran, já que o período de transição pode impactar prazos, custos e exigências. A promessa é de um sistema mais simples e acessível, mas, por enquanto, a principal sensação para o candidato é de que as mudanças ainda estão em fase de ajuste.

Alex Rodrigues cutuca ferida antiga e movimenta os bastidores da política em Cuiabá

Em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Alex Rodrigues avança com um conjunto de projetos estruturantes voltados para a região do Altos do Coxipó, nas proximidades do bairro Tijucal, uma das áreas que mais crescem na Capital. Entre as principais iniciativas está a implantação de uma nova praça pública, já com projeto topográfico concluído e em fase de elaboração do projeto executivo. O espaço deve atender diretamente a comunidade local, oferecendo lazer, convivência e valorização urbana para os moradores da região. Eleito com pouco mais de 5.500 votos, Alex Rodrigues chama atenção pelo desempenho eleitoral expressivo, com votação registrada em todos os bairros de Cuiabá. Mesmo em seu primeiro mandato, o parlamentar tem buscado fortalecer sua atuação de base, mantendo um Centro de Atendimento ao Cidadão instalado justamente na região do Altos do Coxipó, facilitando o acesso da população aos serviços e ao gabinete. Além da praça, o vereador articula, com apoio do vice governador Otaviano Pivetta, melhorias na infraestrutura urbana. Segundo Alex Rodrigues, o vice-governador tem dado suporte para viabilizar a camada asfáltica em ruas que ainda enfrentam problemas de pavimentação, uma demanda antiga da comunidade. Outro ponto sensível da região também está no radar do parlamentar: uma área atualmente utilizada como lixão, próxima à Avenida do Moinho. A proposta prevê a desativação do lixão e a implantação de um grande parque urbano, transformando um passivo ambiental em um espaço de lazer, esporte e qualidade de vida para a população local. Na área da educação, Alex Rodrigues informou que está em andamento um projeto para a construção de uma escola, visando atender o déficit de vagas existente na região. O vice-governador Otaviano Pivetta esteve in loco, conheceu a realidade da comunidade e sinalizou apoio à iniciativa. “Nosso mandato tem compromisso com planejamento e resultado. Não é só anunciar obras, é construir projetos viáveis, buscar parcerias e garantir que as melhorias cheguem onde a população mais precisa”, destacou o vereador. Com projetos em diferentes frentes de lazer, infraestrutura, meio ambiente e educação, Alex Rodrigues consolida sua atuação como uma das apostas da nova legislatura, apostando em planejamento técnico e articulação política para promover o desenvolvimento das regiões mais carentes de Cuiabá.

Paula Calil pode assumir Prefeitura de Cuiabá durante eventual licença de Abilio

Articulações nos bastidores do Palácio Alencastro indicam que a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), pode assumir interinamente o comando da Prefeitura durante o período eleitoral. A possibilidade surge diante da sinalização de que o prefeito Abilio Brunini (PL) deve se licenciar do cargo por até 20 dias para acompanhar a campanha da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL). Como a vice-prefeita coronel Vânia Rosa (Novo) também é cotada para disputar as eleições deste ano, a linha sucessória poderia levar a chefia do Executivo municipal à presidência do Legislativo. Embora Abilio tenha negado publicamente essa hipótese, afirmando confiar plenamente na vice-prefeita para conduzir a administração em sua ausência, os rumores sobre uma eventual candidatura de Vânia Rosa seguem nos bastidores. Caso ela confirme participação no pleito, ficaria impedida de assumir a Prefeitura no período que antecede a votação. Nesse cenário, Paula Calil passaria a ocupar o cargo de prefeita interina de Cuiabá, conforme prevê a legislação. Até o momento, a presidente da Câmara não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade.

GOVERNO LULA: Contas públicas fecham 2025 com ROMBO de R$ 55 bilhões

As contas públicas brasileiras encerraram 2025 com um déficit de R$ 55 bilhões, resultado do descompasso entre gastos e arrecadação ao longo do ano. O governo central gastou mais do que arrecadou, registrando rombo de R$ 58 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 5,9 bilhões. Apenas estados e municípios fecharam o ano no azul. O desempenho das estatais federais foi o segundo pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. Economistas apontam que o resultado foi fortemente influenciado pela crise financeira dos Correios, que acumularam prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro. O balanço final da estatal ainda não foi divulgado. Como parte do plano de reestruturação, os Correios vão reabrir, na próxima semana, as inscrições para um plano de desligamento voluntário, que prevê a saída de até 15 mil funcionários até 2027. No fim de 2025, a empresa também contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para recompor o caixa e renegociar dívidas. A sequência de déficits tem impulsionado a dívida pública, que em 2025 chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 10 trilhões. Em 2008, início da atual metodologia do Banco Central, a dívida representava 56% do PIB. Projeções oficiais indicam que o índice pode alcançar 88,6% do PIB até 2032. Apesar da adoção do arcabouço fiscal, em vigor desde 2024, economistas avaliam que a regra não tem sido suficiente para conter o avanço da dívida. Especialistas defendem a necessidade de uma reforma estrutural, com medidas efetivas de corte de gastos, e alertam que o foco excessivo no aumento de impostos pode comprometer o crescimento econômico no longo prazo.

Galvan critica valores de pedágio na BR-364 e diz que cobrança é “castigo”

O pré-candidato ao Senado e ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (Democracia Cristã), criticou os valores cobrados nos pedágios da BR-364, em Mato Grosso e Rondônia. Em vídeo publicado nas redes sociais, Galvan classificou a tarifa como abusiva e afirmou que a cobrança penaliza especialmente os produtores rurais. Segundo ele, já há manifestações em andamento no estado de Rondônia contra os valores praticados. “Hoje eu sei que já começou o manifesto lá no estado de Rondônia, se não me engano na cidade de Cajubim, e é importante que todo produtor se una em favor disso”, afirmou. Galvan destacou que o custo ultrapassa R$ 20 por eixo ou por veículo, o que considera inviável. “Estão falando em mais de R$ 20, R$ 21. É impossível pagar um pedágio desse. Isso não é pedágio, é castigo”, criticou. O ex-presidente da Aprosoja também defendeu mobilização do setor produtivo para pressionar por revisão dos valores cobrados na rodovia.

Abilio diz que MDB não assumirá Prefeitura de Cuiabá enquanto ele estiver no comando

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se depender dele, o MDB não voltará a comandar a Prefeitura da Capital. A declaração foi dada nesta segunda-feira (2), após a vice-prefeita coronel Vânia Rosa deixar o Partido Novo e se filiar à sigla emedebista. Vânia é a primeira na linha sucessória do município, o que poderia significar o retorno do MDB ao Palácio Alencastro em caso de afastamento do prefeito — cenário que Abilio descartou. “Eu não vou comentar sobre a decisão dela. Sei que muita gente quer, mas não vou comentar. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou. Antes da mudança partidária da vice-prefeita, Abilio havia declarado que pretendia se licenciar do cargo durante o período eleitoral para apoiar a vereadora e primeira-dama Samantha Iris (PL) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Agora, o prefeito afirmou que a possibilidade segue em avaliação. “Está no meu planejamento, mas vou avaliar as circunstâncias. Pode ser que, na hora, o melhor caminho seja continuar na Prefeitura cumprindo a função do cargo”, explicou. Críticas ao MDB Apesar de evitar polemizar diretamente a decisão de Vânia, Abilio adotou um tom mais duro ao comentar declarações do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), que afirmou que o prefeito precisaria respeitar a esquerda diante da aproximação da vice com o partido. “O MDB, para mim, é um péssimo partido. Não me representa, não representa o Brasil. É base do Lula. É um partido que eu desgosto”, declarou. O prefeito também associou o MDB à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que governou Cuiabá por dois mandatos quando era filiado à sigla e foi alvo de diversas operações policiais por suspeitas de corrupção. “É o partido do Emanuel Pinheiro aqui em Cuiabá. O filho dele é deputado federal pelo MDB. Eu não concordo com esse partido”, concluiu Abilio.

Vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, se filia ao MDB e pode disputar vaga na Assembleia Legislativa

A vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, oficializou nesta segunda-feira (2) sua filiação ao MDB, em ato realizado na sede do diretório estadual da legenda em Mato Grosso, sinalizando possível candidatura a deputada estadual nas eleições de 2026. O ingresso de Vânia na sigla foi formalizado com a assinatura da ficha de filiação, assinada pela presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, e por deputados estaduais, entre eles Dr. João, Silvano Amaral, Thiago Silva e Juca do Guaraná, que participaram da recepção à nova integrante. O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, acompanhou o ato de forma virtual e deu as boas-vindas à vice-prefeita, destacando o peso político da filiação para a sigla no estado. Janaina Riva afirmou que a chegada de Vânia fortalece o partido, especialmente na luta contra todas as formas de violência contra a mulher, e destacou que ela terá espaço e liberdade para desenvolver sua carreira política dentro do MDB. “É com alegria que o MDB de Mato Grosso dá as boas-vindas à nossa vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, uma mulher de força e determinação”, disse a deputada, segundo assessoria. Vânia agradeceu a acolhida e afirmou que chega para somar ao partido. “Essa receptividade acalenta o meu coração neste momento. Estar em um espaço onde há maturidade para acolher mulheres é impagável. Espero, de verdade, colher bons frutos nesta nova jornada”, declarou. Contexto político e desdobramentos A filiação marca a saída de Vânia Rosa do Partido Novo, legenda pela qual foi eleita vice-prefeita de Cuiabá. O Novo divulgou nota afirmando que a vice deixou a sigla sem comunicação prévia, classificando a maneira como anunciou sua saída como uma “quebra de confiança e de respeito institucional”. O movimento também expõe um distanciamento político entre Vânia e o prefeito Abílio Brunini (PL). Em reação à migração da vice para o MDB — sigla que o prefeito já declarou publicamente ser contrária a alianças no plano local — Abílio afirmou que, “no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura”, ressaltando que mantém boa relação pessoal com Vânia, mas criticando a legenda. Conforme reportagem, Vânia Rosa vinha enfrentado momentos de desgaste com o grupo político do prefeito nos últimos meses, incluindo restrições a seu gabinete e atuação institucional, o que também teria motivado sua busca por nova sigla. Projeto político e eleições 2026 A vice-prefeita deve manter planos de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com total liberdade partidária garantida pelo MDB, segundo lideranças da sigla. Além disso, a movimentação politica pode influenciar a configuração do poder Executivo municipal caso Vânia precise se afastar para concorrer ou caso o prefeito também se licencie para coordenar campanhas de aliados.

Júlio Campos articula emendas para ajudar Cuiabá a comprar a Santa Casa

Durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (2), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a defender a Santa Casa de Misericórdia de Mato Grosso e pressionou os parlamentares a destinarem parte das emendas da saúde para ajudar a Prefeitura de Cuiabá a cobrir o último lance de R$ 40 milhões necessário para adquirir o hospital e evitar sua privatização. A unidade está em processo de alienação judicial devido a dívidas trabalhistas. Segundo Campos, cada deputado dispõe de R$ 13 milhões em emendas para a saúde e poderia destinar 10% desse valor, cerca de R$ 1,3 milhão. Com a adesão de ao menos dez parlamentares, principalmente da Baixada Cuiabana, seria possível arrecadar entre R$ 10 milhões e R$ 13 milhões. “Vamos coletar assinaturas. Mesmo que muitos deputados do interior não participem, nós da Baixada Cuiabana conseguimos ao menos dez assinaturas para ajudar o município a completar o valor e permitir que o prefeito Abílio adquira a Santa Casa e mantenha o hospital de portas abertas”, afirmou Júlio Campos. Na sexta-feira (30), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou a intenção de apresentar um lance de R$ 30 milhões pela unidade. Avaliado em cerca de R$ 78 milhões, o prédio recebeu proposta de R$ 40 milhões do Instituto Evangelístico São Marcos, com pagamento parcelado. O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o Estado ainda não definiu o futuro da Santa Casa e destacou que parte dos atendimentos foi transferida para o Hospital Central. “Essa questão não está decidida. Grande parte dos atendimentos foi migrada para o Hospital Central. Estamos finalizando análises técnicas para tomar uma decisão”, disse. Campos reforçou que a Santa Casa é essencial por funcionar como hospital de portas abertas, diferente do Hospital Central, que atende apenas por regulação do SUS. “Na Santa Casa, qualquer paciente é atendido, 24 horas por dia. Do caso mais simples ao mais grave. Por isso, essa é a nossa bandeira”, concluiu.